Uma operação policial realizada na manhã desta segunda-feira (20), na comunidade do Vidigal, na Zona Sul do Rio de Janeiro, teve como principal alvo o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dadá, apontado como um dos principais nomes do crime organizado com atuação no extremo sul da Bahia.
Segundo as investigações, Dadá é identificado como líder da facção criminosa Primeiro Comando de Eunápolis (PCE), com forte atuação no tráfico de drogas em regiões como Caraíva e Trancoso. Ele vinha sendo monitorado pelo Ministério Público da Bahia, que acionou a Polícia Civil do Rio após identificar sua presença na capital fluminense.
De acordo com as autoridades, o criminoso fugiu do presídio de Eunápolis em 2024 e, desde então, teria se aliado ao Comando Vermelho, passando a se esconder na comunidade da Rocinha, em São Conrado. Durante o feriado prolongado de Tiradentes, ele alugou uma casa no Vidigal, onde recebia familiares e amigos.
Com base nas informações, a Polícia Civil do Rio montou a operação para tentar capturá-lo. No entanto, Dadá conseguiu escapar por uma passagem secreta dentro do imóvel. Segundo apuração da TV Globo, o local era extremamente estreito, impedindo a passagem dos policiais que utilizavam coletes à prova de bala.
Durante a ação, uma mulher foi presa: Núbia Santos de Oliveira, apontada como companheira do traficante Wallas Souza Soares. Ela é suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro da facção.
As investigações também indicam que a fuga de Dadá do presídio de Eunápolis pode ter contado com facilitação interna. A então diretora da unidade, Joneuma Silva Neres, é suspeita de participação, já que, segundo apurado, mantinha um relacionamento com o criminoso.
As forças de segurança seguem em busca de Dadá, considerado de alta periculosidade, enquanto o caso continua sendo investigado por autoridades da Bahia e do Rio de Janeiro.





